7PELES: Caminho livre para o “Segundo Evangelho”

O Estado do Rio de Janeiro sempre foi um território prolífico para o heavy metal e a música pesada em geral. Desde os áureos anos 1980, época em que a DORSAL ATLÂNTICA reinava soberana com os seus clássicos soberbos Antes do Fim (1986) e Dividir e Conquistar (1988), e a TAURUS com seus Signo de Taurus (1986) e Trapped In Lies (1988), o Estado sempre produziu ótimas bandas, inclusive nos confusos (mas também produtivos) anos 1990. A verdade é que até os dias atuais grandes bandas despontam do Rio de Janeiro, como bem sabem os fãs de death metal, que tem o prazer de desfrutar das obras de POEM’S DEATH, GUTTED SOULS e LACERATED AND CARBONIZED, entre tantos outros bons nomes.

Porém, para aqueles que acompanharam com atenção o cenário metálico nacional entre o final da década de 1990 e o início dos anos 2000, certamente o black metal está entre os destaques da cena, especialmente após uma série de conflitos internos que lá despontaram, colocando a cena local em destaque negativo diante do cenário nacional. Mas, esse é apenas um pequeno recorte do quadro, e quem acompanha o underground sabe que o metal negro nunca deixou de florescer por lá, como vemos confirmado no recente nascimento de uma das bandas que mais chama atenção nos dias atuais.

Nascido em 2016 na Cidade do Rio de Janeiro, a 7PELES iniciou sua trajetória fortemente calcada no black metal, estilo musical mais perfeito para expressar as convicções musicais e filosóficas que, em primeiro momento, nortearam o nascimento da banda. Assim, mantendo suas fortes convicções, e buscando sempre chamar mais atenção para sua obra do que para os seus autores, a banda decidiu atuar sempre unida sob o mesmo nome que identifica a banda, sem revelar diretamente quem são os integrantes responsáveis por cada instrumento. “Todos somos 7 Peles, o nome é irrelevante”, nos contou o vocalista, o único integrante remanescente da formação original.

Depois de algum tempo trabalhando em estúdio, a banda conseguiu fechar um acordo para o lançamento de seu primeiro álbum, que sairia em parceria com o selo Mutilation Records. “A parceria com a Mutilation surgiu naturalmente”, nos conta o vocalista, “mandei o material para algumas gravadoras, e o Tulula (N.R: proprietário do selo e loja Mutilation) logo acenou, então fechamos.” Simples assim, e a banda carioca estava com tudo pronto para lançar a sua primeira oferta de estúdio, o álbum completo O Primeiro Evangelho do 7 Peles.

O álbum de estreia chegou causando estardalhaço. Com uma embalagem física extremamente caprichada, com vários painéis em digipack e detalhes em dourado, o disco fazia valer todo o capricho com uma sonoridade cativante, pungente, extrema e nitidamente determinada, algo que ficava óbvio ao longo de cada uma das sete faixas do álbum.

“O 7PELES é um recém-nascido, uma vez que temos apenas um ‘full’ lançado, partindo agora para o segundo! Porém muito forte e determinado! Essa determinação fica clara nesse curto intervalo entre os dois álbuns… Não paramos de produzir. E principalmente, não paramos de EVOLUIR! O SEGUNDO EVANGELHO DO 7PELES será um divisor de águas, onde não mais existirão rótulos para definir nossa música…a partir de agora é o estilo 7PELES de fazer metal.”, adiantou o vocalista.

Para alcançar essa almejada evolução, algumas mudanças precisaram ser feitas. O vocalista nos adiantou que toda a formação foi alterada, permanecendo ele como único membro original. Uma mudança também ocorrerá na estrutura musical da banda, um novo e mais abrangente estilo deverá dar as caras em seu segundo álbum, uma aposta corajosa e perigosa para uma banda que chega agora apenas ao seu segundo registro oficial. Porém, uma mudança que não poderia ser evitada, conforme nos conta o integrante remanescente: “O PRIMEIRO EVANGELHO DO 7PELES foi apenas o despertar, o nascimento, o primeiro berro de quem chega ao mundo. Agora é chegada a hora de organizar melhor essa expressão. De se fazer entender de forma mais clara e objetiva, para que sejamos então uma só voz. Num cenário já saturado, onde quase tudo é uma cópia ou um “revival” de algo do passado, procuramos trazer algo original, único… Que transmita ao ouvinte, ou ao espectador de uma apresentação ao vivo, um novo sentimento de compreensão, de entendimento do que está sendo executado… O público e o 7PELES juntos, como um só! Integrados, interagindo!”.

A vontade de rumar por horizontes musicais mais amplos veio de forma natural, como um reflexo da experiência musical do mentor da banda, que sempre se manteve integrado ao cenário, em suas mais variadas expressões: “Meu primeiro show foi TITÃS, lançamento do CABEÇA DINOSSAURO. Puta álbum! Ouço sempre. Primeiro show de metal foi IRON MAIDEN, eu acho, no Maracanãzinho. Vi SARCÓFAGO no antigo Caverna, em Botafogo. Vi SEPULTURA no auge! Vi MYSTIFIER no extinto GARAGE, lançando o melhor álbum de Black Metal no Brasil, GOETIA. Peguei bem o fim dos anos 80, início dos 90, até que em 1994, tudo mudou! Peguei em minhas mãos a grande obra prima de toda história, DE MYSTERIIS DOM SATHANAS, aquilo entrou nos meus ouvidos e atingiu meu cérebro como nada antes! MAYHEM é uma grande referência pra mim!”

Como fã de MAYHEM, o vocalista teve ainda uma ótima surpresa, que começou a dar frutos já há mais de dez anos atrás: “Em 2008 tive o privilégio de iniciar uma amizade verdadeira com cada um deles”, nos conta o vocalista, “quando tocamos com eles aqui, na última passagem deles pelo Brasil, Attila (vocalista do MAYHEM) subiu ao palco conosco e cantou a Beyond, do TORMENTOR. E eu pensei naquela noite: o que mais posso almejar? Pensei que tivesse chegado ao máximo…mas, pelo visto, ainda temos mais a conquistar”. Como uma profecia que dá apenas a primeira mostra, o futuro reservaria algo muito maior nessa relação entre a principal força nascente do black metal nacional e os maiores representantes do estilo na história. O auge se daria justamente agora, quando, para celebrar o lançamento do segundo opus, a banda contará com a participação do guitarrista Ghul, do MAYHEM, em uma das faixas, o novo single, Tempo dos Templos, que será revelado aos fãs em 5 de dezembro. “Ter Ghul tocando guitarra numa canção do 7PELES é um marco – não só em nossa história mas em toda história do metal nacional – por se tratar de um renomeado músico mundial membro de uma lendária banda que ajudou a erguer todos os pilares de um estilo”, revelou o vocalista.

E os planos da banda revelam o lançamento do segundo petardo ainda em 2020: “Logo após a apresentação desse single (Tempo dos Templos), no feriado pagão de fim de ano, O SEGUNDO EVANGELHO DO 7PELES será entregue ao  público em mais uma versão muito especial da Mutilation, que em nada deixará a desejar aos lançamentos internacionais, tanto pelo conteúdo musical quanto o material físico em si.”

 

 

 

 

 

 

 




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