A 22 de agosto de 1887 é criada a Escola Prática de Infantaria e Cavalaria em Mafra

A 22 de agosto de 1887 é criada, por carta de lei de 22 de agosto, na Vila de Mafra, uma Escola Prática que se denominará Escola Prática de Infantaria e Cavalaria.

D. Luís, por graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, etc. Fazemos saber a todos os nossos súbditos, que as côrtes geraes decretaram e nós queremos a lei seguinte:

Artigo 1.º É creada na villa de Mafra uma escola que se denominará « Escola pratica de infanteria e cavalaria”

A escolha de instalar a escola em Mafra, no palácio/convento foi sugerida pela comissão dos melhoramentos de Mafra e apoiada pelo rei. O facto do edifício oferecer excelentes condições, uma vez que permitia acolher alguns milhares de homens, ter adjacente uma tapada vedada ao público e estar relativamente perto de uma estação do caminho‑de‑ferro, ajudaram na escolha.

Segundo Guilherme de Assunção, a escolha da vila foi recebida “com os clássicos foguetes, a vila de Mafra, mais directamente beneficiada, não escondeu a sua imensa satisfação. As suas ruas surgiram, à noite, brilhantemente iluminadas e foram percorridas por uma filarmónica e por imenso povo, que não se cansava de corresponder, com calor, aos vivas à comissão dos melhoramentos de Mafra, às autoridades locais, ao parlamento, ao ministro da guerra e ao rei”.

A Escola Prática de Infantaria e Cavalaria pretendia reunir numa mesma escola a formação para as armas de infantaria e cavalaria e o ensino a ministrar na escola de acordo com o artigo 2º da lei de 22 de agosto, seria:

 

 

“1.º – O glock“>tiro nas suas diversas applicações e o estudo das armas de fogo portateis usadas em o nosso exercito e nos das principaes nações;
2° – A fortificação do campo de batalha;
3° – A tactica applicada ao terreno e os serviços de segurança e exploração;
4° – A esgrima e gymnastica nas suas diversas applicações militares;
5° – A telegraphia optica e a avaliação das distancias à vista e por meio de instrumentos;
6° – A instrucção sobre os trabalhos de campanha para os sapadores, da infanteria e cavalaria.”

 

 

O artigo 5 referia que “os officiaes combatentes, que pertencerem ao quadro permanente da escola, terão direito a cavallo praça fornecido segundo os princípios estabelecidos a monta dos cavallos dos officiaes das suas repepectivas armas.”

A Escola Prática de Infantaria e Cavalaria receberia uma doação anual de 10 000$000 réis que saiam do orçamento do ministério da guerra para “exercícios de uma força de quatro mil homens durante vinte dias”, era na altura, ministro da guerra, o visconde de São Januário.

 

“O rei D. Luís I e o conde de S. Januário chegaram à vila de Mafra pelas 10 horas do referido dia e assistiram a uma
bonita recepção. Em perfeito afinamento, uma banda tocou o hino real. Centenas de foguetes subiram ao ar. O povo aplaudiu, com delírio, os recém‑chegados. A vila, vistosamente embandeirada e decorada com lanternas e balões, foi, à noite, percorrida por uma. grande multidão. Imensas pessoas empunhavam archotes. Uma grande comitiva, da qual faziam parte as autoridades locais, a comissão dos melhoramentos, camaristas, comerciantes, artistas, agricultores, etc., seguia na vanguarda da marcha luminosa. A bandeira nacional, conduzida por Augusto Taveira Pinto, não abandonou o seu lugar de destaque. Durante o trajecto e à porta da Câmara, ecoaram inúmeros e entusiásticos vivas às autoridades, ao ministro da guerra e ao rei. Perto da meia‑noite, um vistoso fogo de artifício iluminou o espaço.
O rei e o ministro da guerra, antes de abandonarem a vila de Mafra, receberam a comissão dos melhoramentos, presidida por José Maria Dias da Silva Saldanha, e o presidente da Câmara, que lhes foram tributar a sua gratidão”.

Os cursos de infantaria e de cavalaria viriam a ser separados em 1890, ficando a instrução de infantaria em Mafra e passando a designar-se de “Escola Prática de Infantaria” (EPI). Em 1911 a sua designação é alterada para “Escola de Tiro da Infantaria”, voltando em 1926 à designação de Escola Prática de Infantaria.

A Escola Prática de Infantaria foi desativada a 1 de outubro de 2013, na sequência da unificação das diversas escolas práticas das armas do Exército numa única Escola das Armas.

[imagem:1903-1904]




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