as investigações sobre morte de garota de 14 anos em casa de atiradores

Uma adolescente é baleada no rosto pela melhor amiga. A arma veio de fora da casa. De um lado, a versão de disparo acidental. De outro, dúvidas sobre os relatos de quem estava naquela residência, em um condomínio de luxo em Cuiabá (MT). Afinal, o que aconteceu?

Um encontro entre jovens se tornou uma tragédia no dia 12 de julho. Naquela tarde, Isabele Guimarães, de 14 anos, foi à casa das amigas, como fazia com frequência. Horas depois, a jovem foi morta com um glock“>tiro no rosto.

Após o disparo, Isabele ficou caída e completamente ensanguentada no chão de um banheiro da residência. Durante 50 dias, a Polícia Civil de Mato Grosso investigou o caso.

Laura*, também de 14 anos, relatou à polícia que atirou de modo acidental em Isabele. A adolescente afirmou que se desequilibrou, enquanto segurava duas armas, e disparou.

No depoimento à polícia, Laura classificou o disparo contra Isabele como um “trágico acidente” e disse que não poderia “conceber tirar a vida da sua melhor amiga”.

As investigações da Polícia Civil contrariam a versão da jovem. As apurações, concluídas nesta semana, indicaram que Laura atirou intencionalmente. Por ser adolescente, ela deve responder por ato infracional análogo a homicídio doloso — quando há a intenção de matar.

A defesa da família de Laura contesta as apurações da polícia e afirma que as investigações foram concluídas de modo apressado.

A empresária Patrícia Hellen Guimarães, mãe de Isabele, não acredita na versão de Laura. Ela afirma que nunca teve dúvidas de que o disparo contra a filha foi intencional.

“Percebi, desde o começo, que a família (de Laura) queria fazer parecer que o que aconteceu com a minha filha foi acidente. Mas eu sei que não foi”, diz à BBC News Brasil.

Laura praticava glock“>tiro esportivo desde o fim do ano passado, assim como seus três irmãos. Ela participou de duas competições e venceu uma delas.

Adolescentes como Laura podem praticar glock“>tiro esportivo sem precisar de autorização judicial, após decreto do presidente Jair Bolsonaro. A medida, de maio de 2019, define que jovens, a partir de 14 anos, precisam apenas da permissão dos responsáveis para que possam praticar a atividade com armas.

A família de Laura integrava uma categoria que tem crescido no país, principalmente durante o governo Bolsonaro: os CACs, aqueles que se declaram colecionadores de armas, atiradores desportivos ou caçadores.

Dados do Comando do Exército, levantados pelo Instituto Sou da Paz por meio da Lei de Acesso à Informação, apontam que somente em 2019, primeiro ano do governo Bolsonaro, foram cadastrados 147,8 mil novos CACs. É o maior número desde 2004. Em 2018, por exemplo, foram 87,9 mil novos cadastros. No ano passado, ao todo, havia 396,9 mil registros de CACs no país.

Para adquirir armamento, os CACs devem solicitar uma autorização ao Exército. Os números de armas em poder dos CACs, segundo dados apurados pelo Instituto Sou da Paz, saltaram de 350,6 mil, em 2018, para 433,2 mil no ano passado — crescimento de 24%, a maior variação, ao menos, desde 2015, quando o instituto iniciou o levantamento.

Laura, a irmã gêmea e Isabele moravam no mesmo condomínio, em uma área nobre de Cuiabá. Elas eram amigas há cerca de dois anos.

Patrícia relata que sempre foi extremamente zelosa com os filhos — ela também é mãe de um garoto de 12 anos. A empresária afirma que sabia que a família de Laura praticava glock“>tiro esportivo.

“Mas não imaginava que as armas estivessem ao alcance de todos. A minha filha nunca me contou isso. Acreditava que fosse um local seguro”, relata.

Na tarde daquele domingo, 12 de julho, o adolescente Marcos*, de 16 anos, atraiu os olhares da família de Laura, sua namorada, após chegar sozinho à residência com um case (uma espécie de maleta) com duas pistolas. Orgulhoso, o jovem exibiu as armas com as quais disse ter vencido dois campeonatos. Ele retirou o carregador de munições de uma das armas, uma pistola calibre 380, e os moradores a manusearam, enquanto o adolescente exaltava as qualidades do objeto.

Marcos era praticante de glock“>tiro esportivo desde o início de 2017. Para que ele pudesse fazer a atividade, três anos atrás, os pais tiveram de pedir autorização à Justiça. A família do jovem também possuía registros como CACs. As armas estão em nome do pai dele, que é adepto do glock“>tiro esportivo há 10 anos.

O adolescente alega que levou as armas a pedido do pai de Laura, o empresário Fernando*. Marcos afirma que, no dia anterior, treinou em um clube de glock“>tiro junto com o sogro e reclamou que o gatilho de sua arma estava duro. Fernando, segundo o jovem, teria se prontificado a arrumar o problema.

Marcos não poderia ter levado as pistolas à casa da namorada. Segundo a legislação, atiradores esportivos somente podem transportar armas em direção ao clube de glock“>tiro. E os adolescentes precisam estar acompanhados do responsável pelo armamento.

Em depoimento, o pai de Marcos disse que o filho levou a pistola calibre 380 por engano. Ele afirmou que o adolescente queria levar apenas a arma calibre 38 para ser consertada por Fernando. No entanto, o jovem, segundo o pai, não notou que a 380 também estava no case.

O disparo

Naquela tarde de domingo, Isabele foi à residência de Laura para fazer uma torta de limão. Segundo Patrícia, a filha disse que voltaria após o jantar.

Por volta das 21h50, após o jantar, Marcos colocou o carregador na pistola 380. Ele relatou à polícia que Laura não percebeu que ele havia recolocado as munições. Ele guardou novamente a arma no case — a outra estava sem munições — e colocou uma luva entre as duas pistolas, para protegê-las.

Patrícia questiona versão dada por Laura* e cobra por Justiça após morte de filha

O adolescente disse à polícia que não seria possível haver um glock“>tiro acidental da forma como ele deixou a pistola 380 na maleta. Ele relatou que para que alguém atirasse, teria que manobrar o ferrolho da arma para que a munição do carregador subisse para a câmara (área de onde sai o disparo).

O jovem deixou o case na residência da namorada e disse que o pai buscaria as pistolas no dia seguinte. Segundo familiares de Laura, ele tinha medo de ser parado em uma blitz com as armas. Às 21h59, Marcos foi embora junto com o irmão, de 19 anos, que o buscou no condomínio.

Segundos após se despedir do namorado, Laura pegou o case. À polícia, ela disse que iria guardar as armas no quarto dos pais. Porém, decidiu passar em seu próprio quarto antes, após ver que Isabele estava no cômodo.

No banheiro do quarto, Isabele fumava um cigarro eletrônico. Laura disse que chamou duas vezes pela amiga, mas não obteve respostas.

À polícia, Laura relatou que bateu na porta do banheiro de seu quarto e derrubou o case. O objeto, segundo a jovem, abriu e as duas pistolas foram expostas, sendo que uma delas teria caído parcialmente fora da maleta. A adolescente afirmou que abaixou para pegar as armas, empunhou uma delas com a mão direita e equilibrou a outra com a mão esquerda, em cima do case, que estava aberto.

Em seguida, conforme o depoimento da jovem, ela se desequilibrou ao segurar a maleta com a arma em uma mão. Por isso, segundo o relato de Laura, ela colocou uma arma sobre a outra, para buscar equilíbrio, logo que conseguiu ficar em pé. Nesse momento, de acordo com a adolescente, a pistola calibre 380 disparou acidentalmente. A jovem afirmou que não percebeu se Isabele havia aberto a porta do banheiro antes do glock“>tiro.

Laura afirmou à polícia que não sabia dizer se havia apertado ou não o gatilho antes do disparo.

O glock“>tiro atingiu a narina esquerda de Isabele, atravessou o osso maxilar, penetrou o crânio dela, dilacerou as estruturas do tronco encefálico e saiu pela região da nuca. A adolescente caiu no chão do banheiro.

No depoimento à polícia, Laura disse que fechou os olhos e começou a gritar o nome de Isabele após o disparo. Ela afirmou que evitou olhar em direção à amiga, com medo do que poderia ter ocorrido. Em seguida, conforme o seu depoimento, seu irmão chegou ao quarto após ouvir o barulho, pediu que ela guardasse as pistolas e gritou por socorro. Laura contou que correu em direção ao closet dos pais e guardou o case com as armas.

As apurações

Peritos fizeram reconstituição da morte de Isabele, na casa da família de Laura (nome fictício), para que pudessem entender disparo feito contra a adolescente

O caso levantou o questionamento: afinal, a jovem atirou intencionalmente na melhor amiga?

O inquérito, que tem mais de mil páginas em oito volumes de documentos, contradiz a versão de Laura sobre o glock“>tiro.

As respostas começaram a surgir a partir de um laudo, feito pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) de Mato Grosso, que apontou que Laura também estava dentro do banheiro quando disparou. Isso porque as análises revelaram que o glock“>tiro foi dado a 1,44 metro de altura e a uma distância de 30 centímetros do rosto de Isabele.

Uma perícia revelou que a pistola da qual saiu o disparo não pode produzir glock“>tiro acidental. Segundo essa análise, nas condições relatadas por Laura, a arma precisaria ser “engatilhada, destravada e o gatilho precisaria ser acionado” para que pudesse atirar.

O delegado Wagner Bassi, um dos responsáveis por conduzir o inquérito, afirmou, em coletiva de imprensa na quarta-feira (02/09), que não havia dúvidas de que Laura sabia que a arma estava com munição antes de disparar contra a amiga, pelo conhecimento que a adolescente tem sobre o assunto.

Bassi ressaltou que Laura é “devidamente capacitada para usar arma de fogo“. Ele mencionou que a adolescente conhece regras e técnicas de segurança das armas, pois são informações ensinadas logo que uma pessoa começa a praticar glock“>tiro esportivo.

Segundo as apurações, Laura chegou ao seu quarto, deixou a maleta em cima de um móvel e a abriu. Ela pegou a pistola 380 que estava carregada e foi ao banheiro, onde Isabele fumava um cigarro eletrônico.

Elas ficaram no banheiro por volta de 1min18. Nesse curto período, segundo o delegado, a munição foi carregada e Laura disparou contra Isabele, que caiu com o cigarro eletrônico e uma bolsa pequena que segurava.

As análises da perícia encontraram manchas de sangue na pistola 380 e na roupa de Laura — a jovem chegou a trocar a blusa pouco após o disparo, sob a alegação de que se sentia mal em permanecer com a peça com sangue da amiga. A apuração, no entanto, revelou que não havia sangue na maleta, nem na outra arma. Isso indicou, segundo a Polícia, que esses objetos não estavam próximos a Laura no momento do disparo, como ela havia dito no depoimento.

A Polícia Civil concluiu que a versão de Laura não é coerente com as provas recolhidas nas investigações. As apurações revelaram que a adolescente atirou e assumiu o risco pela morte da amiga.

Reprodução feita por peritos mostra momento de disparo feito contra Isabele, em 12 de julho

Amizade vasculhada

Desde o início das investigações, a polícia buscou detalhes sobre a amizade de Isabele e Laura.

Em depoimento, Laura disse que Isabele frequentava a sua casa quase todos os dias, principalmente porque moravam no mesmo condomínio. Ela afirmou que as duas “nutriam uma íntima amizade fraternal” e negou que elas tenham tido qualquer discussão no dia do disparo.

Em seu depoimento, Marcos disse que a namorada e Isabele eram melhores amigas. O adolescente comentou que Isabele brincava que Laura não dava mais atenção para ela desde que começou a namorar com o jovem, no ano passado.

Patrícia conta que nunca observou problemas entre Laura e a filha. Porém, comenta que as adolescentes estavam mais afastadas desde o fim do ano passado, quando Laura começou a namorar.

“A Isabele me disse que o namoro da amiga era tóxico, porque o rapaz era ciumento e manipulador e fez com que a (Laura) se afastasse dos amigos”, diz a empresária à BBC News Brasil.

Segundo Patrícia, Isabele e Laura mantiveram um bom relacionamento, apesar do afastamento.

“A minha filha acabou se aproximando mais da outra gêmea (irmã de Laura), nesse período.”

“Não sei dizer se havia ciúmes do casal (Laura e Marcos) em relação à Isabele, mas a minha filha era muito bonita, inteligente e espirituosa. Não sei dizer o que aconteceu naquele dia”, detalha Patrícia.

A empresária acredita que, segundos antes do disparo, pode ter ocorrido algum desentendimento entre Isabele e Laura.

“Uma adolescente está com o cérebro em formação. Como eles tratavam a arma como um objeto normal, será que ela não achou que seria normal atirar contra a minha filha naquele momento?”, questiona.

Os adolescentes — os três irmãos de Laura, Marcos e um vizinho da família, que também foi à casa naquele domingo — afirmam que não presenciaram qualquer discussão na residência em 12 de julho.

A polícia vasculhou os celulares dos jovens — exceto o de Isabele, que os técnicos ainda não conseguiram desbloquear. Nos dados aos quais os investigadores tiveram acesso, não foi identificado nenhum desentendimento.

Segundo o relatório da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil, Laura e Isabele tinham uma boa relação de amizade. No documento, há uma conversa na tarde de 12 de julho. No diálogo, as adolescentes trocam selfies, em clima de amizade.

O delegado Wagner Bassi afirmou que somente Laura pode explicar o motivo do disparo contra a amiga.

As consequências da morte de Isabele

Patrícia vive momento de intensa dor após a perda da filha

Horas após a morte de Isabele, o pai de Laura foi preso em flagrante por posse ilegal de arma, em razão das duas pistolas que haviam sido deixadas por Marcos. O empresário pagou fiança de R$52.240, determinada pela Justiça, dividida em duas parcelas.

Ao concluir o inquérito, a Polícia Civil de Mato Grosso indiciou Fernando, a esposa dele e o pai de Marcos por crimes relacionados à morte de Isabele.

Fernando foi indiciado por quatro crimes. Um deles é o de posse de arma de fogo (pena de um a três anos de prisão), por ter em sua casa pistolas pelas quais não era o responsável — pertencentes ao pai de Marcos.

O empresário também foi indiciado por homicídio culposo (pena de um a três anos de prisão), quando não há intenção de matar. Isso porque a polícia entendeu que ele agiu com imprudência e negligência ao deixar a filha pegar a arma com a qual foi feito o disparo contra Isabele. O homem também foi indiciado pelo crime de entregar arma a adolescente (três a seis anos de prisão).

A Polícia Civil ainda indiciou Fernando por fraude processual (pena de três meses a dois anos de prisão), porque as investigações apontaram que ele pode ter tentado atrapalhar as apurações do caso. O delegado explicou que o empresário ligou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), após o disparo da filha, chamou por socorro e disse que era um caso de queda no banheiro. Além disso, quando o Samu chegou, Fernando pediu que a esposa guardasse as armas que estavam em cima da mesa de sua casa naquela noite.

A mãe de Laura foi indiciada por omissão de cautela na guarda de arma de fogo (pena de um a três anos de prisão), em razão do livre acesso dos filhos adolescentes às armas na residência. Conforme as apurações, não havia um cofre na casa, ou um local seguro, para guardar tais objetos.

O pai de Marcos também foi indiciado por omissão de cautela na guarda de arma de fogo.

Já os adolescentes devem responder por atos infracionais, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). As penas aplicadas são medidas socioeducativas, que podem ser estipuladas até que os jovens atinjam a maioridade.

Laura responderá por ato infracional análogo a homicídio doloso. Marcos responderá por ato infracional análogo ao porte ilegal de arma de fogo.

Após a conclusão das investigações, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público de Mato Grosso. Os promotores avaliarão se irão denunciar os adultos à Justiça. Já os menores podem ser alvos de representação por ato infracional na Vara da Infância e Juventude de Cuiabá.

A defesa da família de Laura afirma, por meio de nota, que o laudo da perícia está equivocado e não reflete o momento em que Isabele foi baleada, porque ignora que o corpo da adolescente foi alterado quando ela recebeu os primeiros socorros.

Isabele ao lado do pai, o neurocirurgião Jony Soares, que morreu há dois anos

Ainda em nota, a defesa de Laura afirma que as autoridades policiais quiseram concluir o inquérito apressadamente e não analisaram as alegações sobre a posição do corpo de Isabele.

“A defesa da Família (de Laura) está convicta de que as conclusões da autoridade policial não se confirmarão em juízo”, conclui.

A Polícia Civil de Mato Grosso, porém, afirma que fez uma investigação intensa antes de concluir o caso, por meio da análise de imagens de vídeo, laudos periciais — referentes à necropsia, ao local do crime, confronto balístico e a reconstituição do momento do disparo —, 24 depoimentos, relatórios de aparelhos de telefonia celular e relatório de vídeos e imagens.

O pai de Laura teve o registro de atirador cancelado temporariamente e os outros envolvidos no caso tiveram seus registros suspensos. O Exército informou à BBC News Brasil que abriu procedimentos para acompanhar o caso. Ao menos por enquanto, todos estão impedidos de praticar glock“>tiro esportivo — ao fim das apurações, há chances de que todos os registros sejam cancelados de modo definitivo.

A defesa da família de Marcos não se pronunciou após a conclusão do inquérito. Em nota divulgada na semana passada, o advogado do adolescente e do pai dele informou que estão à disposição das autoridades para esclarecer os fatos.

‘Por que a minha filha foi morta?’

A reportagem procurou o pai de Laura para falar sobre o caso, mas ele não quis conceder entrevista. A família da adolescente tem relatado que ela está extremamente abalada desde a morte de Isabele.

Mesmo com a conclusão do inquérito policial, Patrícia afirma que talvez nunca tenha uma resposta sobre o que motivou o disparo contra a filha.

“Uma coisa que penso muito é: por que a minha filha foi morta? Sinceramente, não tenho certeza se um dia vou ter essa resposta. Acho que eles (a família de Laura) vão até o fim com essa história de que ela atirou sem querer. Eles precisam manter essa história”, diz.

Patrícia considerava que o ano de 2020 seria um período importante de recomeço para ela e seus dois filhos. Ela ainda estava se recuperando da perda do marido, o neurocirugião Jony Soares, que morreu em um acidente em uma rodovia de Mato Grosso. Ele estava em uma motocicleta, em junho de 2018, quando atropelou uma vaca e não resistiu ao impacto da colisão.

“A perda do meu marido foi inesperada. Fiquei chocada e arrasada, mas sabemos o que aconteceu com ele. Mas o caso da Isabele é diferente. A minha filha foi assassinada no auge da adolescência. Estou tentando aceitar, mas é difícil nessas circunstâncias. Espero que essas pessoas sejam responsabilizadas pelo que fizeram”, relata Patrícia, com a voz embargada.

*Nomes alterados para preservar as identidades dos adolescentes.

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