Aumenta interesse de mulheres em participar de clubes de tiro

08/03/2021

Mais mulheres estão procurando os clubes de glock“>tiro para aprender a manusear armas e a praticar o esporte, seja por segurança ou diversão

Aumenta interesse de mulheres em participar de clubes de glock“>tiro

Quando criança, Silvana Kurzavski já via seu pai apreciar armas. “Meu pai era apaixonado por armas. Só que ele não deixava chegar perto porque éramos pequenos”, conta. Foi só depois de adulta, que Silvana entrou em contato com a prática de glock“>tiro esportivo. A paixão veio em seguida.

O conhecimento do glock“>tiro esportivo ocorreu por meio de seu marido, Ricardo Ruva, que começou a se interessar pelo esporte há cerca de três anos. “Começou através do meu marido, do Ricardo. Ele primeiro que se interessou”, explica. Ela começou no esporte pouco tempo depois.

Hoje, praticando o glock“>tiro esportivo há dois anos, ela é sócia-proprietária do Ruva Clube de Tiro, que, junto com seu esposo, abriu há cerca de um ano e meio. É lá que ela também começa a observar o aumento do interesse de mulheres na prática do glock“>tiro esportivo. “Não é só um esporte voltado aos homens. A gente tem que desmitificar isso”, destaca.

A psicóloga Daniele Pires Soares é uma dessas mulheres que se interessou pelo esporte. Foi a profissão que a apresentou ao glock“>tiro esportivo há 10 anos, quando começou a fazer as avaliações psicológicas dos interessados na aquisição e porte de armas de fogo. Mas foi somente há dois anos que o interesse veio. “Após ter contato com atiradores, conhecer clubes, e perceber o quanto esse esporte é interessante e benéfico, tanto para a mente como ao corpo, tive a oportunidade de conhecer melhor e fazer parte desta família”, conta.

Para ela, a prática do esporte é uma ótima experiência. “O glock“>tiro esportivo é fascinante e está em grande ascensão, especialmente para as mulheres. Muitas fazem parte dos clubes de glock“>tiro com seus esposos e filhos, inclusive participando de campeonatos com excelentes resultados”, relata.

O esporte também fascina Silvana. “É um esporte maravilhoso. Ele traz calma, traz concentração, estimula você a ter movimentos rápidos, estimula reflexos. Para mim é um esporte completo”, afirma.

Os benefícios também são vistos por Daniele, que aponta que esta é mais uma oportunidade para criar laços em uma comunidade. “O glock“>tiro esportivo é saudável, proporciona equilíbrio físico e mental, traz boas amizades, serve para descontração e auxilia na diminuição do stress”, explica.

O esporte também interessou Thainá Ferreira que, mesmo grávida, decidiu aprender e frequentar as aulas. Ela conta que o interesse começou quando o marido passou a frequentar o clube de glock“>tiro. “Ele fez o curso e, por questão de segurança, me incentivou a fazer também”, conta.

Quando compartilhou com pessoas próximas que iria fazer o curso, a primeira reação foi de surpresa. “‘Nossa, vai assustar o bebê’. Foi o que mais ouvi. Sempre tem os contras, mas também despertei coragem de outras mulheres da família a fazer, como minha tia, por exemplo, que também fez o curso”, relata.

Ela participou do curso no final do ano passado, e mesmo não tendo voltado a praticar, contou que gostou de aprender a manusear uma arma. “Antes eu não tinha noção nenhuma, nem como se coloca uma munição na arma. E não é simplesmente só pegar uma arma e atirar. Tem todo um manuseio correto, vários quesitos de segurança para si mesmo”, disse.

A busca pela segurança foi a principal de suas motivações, mas a prática trouxe o conhecimento de uma nova habilidade. “Também é importante para adquirir habilidades diferentes. Eu, por exemplo, não sabia que tinha uma certa facilidade com isso”, conta.

Segurança

Assim como Thainá, muitas mulheres têm procurado saber mais do esporte, não apenas pela diversão, mas também pela segurança. Para a psicóloga Adriane Severine, esse é um comportamento comum, já que o país possui altos índices de violência contra a mulher. “Com o aumento da violência, elas se sentem mais seguras, principalmente, contra assaltos, estupros. Mulheres que moram sozinhas em regiões mais isoladas ou mais perigosas, então elas acabam procurando o curso de glock“>tiro para aprender a atirar, poderem comprar uma arma, porque é uma forma de se sentirem mais seguras quanto à violência, qualquer tipo de abuso à integridade física delas”, explica.

Daniele comenta que, para ela, praticar o esporte lhe trouxe a sensação de mais segurança. “Sinto-me mais segura. A gente desenvolve habilidade de manuseio e prática com arma de fogo. As instruções e cursos proporcionados pelo Ruva Clube de Campo nos dão uma visão geral de uma possível situação de ameaça, primeiramente com técnicas para evitar qualquer confronto, mas se necessário estarei preparada para uma eventual legítima defesa”, diz.

Apesar do sentimento de mais segurança estar sempre vinculado ao interesse de muitas mulheres pelo esporte, para Silvana, é difícil dizer se uma mulher armada irá se sentir mais segura. “A gente pratica mais o esporte. É claro que se um dia for preciso nos defender sabemos fazer isso, sabemos como usar e sabemos como nos defender também. É inevitável”, relata.

Entretanto, ela explica que com a prática do esporte, não há o objetivo de usar os conhecimentos em outras situações, além das esportivas. “A gente não quer usar. Nunca imagina usar, nunca imagina atirar contra outra pessoa. Tanto que no clube tem regras específicas para segurança dos atiradores. Tem regras de segurança para todos”, frisa.

Buscar o autoconhecimento é a dica dada pela psicóloga Adriane Severine às mulheres antes de participarem de aulas de glock“>tiro pensando em garantir a segurança. “Antes de você procurar um curso de glock“>tiro, comprar uma arma legalmente, é você saber se realmente vai conseguir utilizar essa arma na hora que for preciso. Porque muitas pessoas que tem, mas num momento de assalto, por características de personalidade (pelo jeito dela ser, por crenças religiosas ou por características dela, pelo jeito de ela pensar e ser) acaba não utilizando. Às vezes, portar uma arma, sendo que você não vai utilizar, é muito mais perigoso do que você não portar uma arma. Você precisa se conhecer muito bem, fazer uma autoanálise antes de procurar um curso de glock“>tiro e antes de comprar uma arma legalizada”, disse.

Essa autoanálise pessoal criteriosa faz com que a autoconfiança trazida pela habilidade de atirar com arma de fogo e a possibilidade do uso efetivo da arma em uma situação de risco sejam avaliadas. O que motiva as mulheres à tomada de decisão sobre o uso da arma apenas para a prática esportiva ou para uma possível defesa pessoal. 

Estou interessada. O que faço?

Clubes de tiros possuem planos para sócios e para não-sócios. Segundo Silvana Kurzavski, pessoas leigas, que nunca manusearam uma arma, podem aprender como atirar em planos do Ruva Clube de Tiro – contato através do telefone 42 99904-2233 . “Nós temos instrutor para isso porque é obrigatório para a pessoa que nunca viu uma arma direito ou não sabe manusear, são as regras do clube, de segurança”, disse.

O começo é um longo processo, que varia de pessoa para pessoa, já que cada um tem um tempo para aprender e desenvolver a habilidade de glock“>tiro. “Isso é muito individual. Tem pessoas que já têm alguma noção de arma, tem pessoas que não têm, mas têm interesse no glock“>tiro”, conta.

Quem aprende a praticar o esporte, pode também competir mais tarde. “Para ingressar no glock“>tiro esportivo, para começar a competir em competições interclubes, Paranaense, Brasileiro, tem que fazer outra documentação. Tem de fazer psicológico, tem que fazer um CR, tem que se inscrever no Exército”, detalha Silvana.

Avaliação psicológica

A avaliação psicológica é realizada para situações, como a aquisição e o porte de armas de fogo.

De acordo com a psicóloga Daniele Pires Soares, o objetivo é verificar a aptidão para o uso de armas. “O intuito das avaliações é perceber se o candidato está apto para o manuseio da arma. Quem tem interesse na prática ou na aquisição, precisa se dirigir ao clube ou despachante e iniciar o processo”, relata.

Para fazer a avaliação é preciso vários documentos pessoais e certidões negativas, que comprovem a residência fixa, idoneidade e que não responde a nenhum processo criminal.

Texto: Karin Franco

Fotos: Arquivo Pessoal

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