RIO — Paula Lavigne tanto fez que convenceu Caetano. Gil, orixá do Brasil, encantou o país com seu arraiá. Agora, Gal também se rendeu para comemorar seus 75 anos em grande estilo — fará uma live nod ai 26 de setembro, com transmissão pelo YouTube e pela TNT. Falta só a última doce bárbara, Maria Bethânia, que encabeça a lista dos artistas que resistem aos pedidos dos fãs e afirmam: por ora, nada de lives. O grupo dos irredutíveis inclui Chico Buarque, Marisa Monte, Ney Matogrosso, Racionais MC’s e outros, que seguem dando um alô nas redes aqui e ali, mas sem previsão de shows virtuais.

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Bethânia

Confirmada para o dia 26 de setembro, data de seu aniversário, a primeira live de Gal Costa levantou outra vez o burburinho sobre quando Bethânia também se renderia. Desde março, quando a pandemia suspendeu o último show de sua turnê “Claros Breus”, a menina de Oyá se recolheu. Até o último segundo da aguardada transmissão ao vivo de Caetano Veloso, muito se especulava se a cantora apareceria para homenagear o irmão. Mas Bethânia só participou de uma live até agora, onde recitou um texto em defesa dos povos indígenas.

Chico Buarque

Outro que investiu em transmissões políticas, mas corre das musicais é Chico Buarque. Em abril, o cantor e compositor causou um frisson ao conversar com o ex-presidente Lula durante uma live do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. No entanto, ao que tudo indica, os fãs do cantor terão que esperar para vê-lo cantar novamente ao vivo. Não que não estejam, de certa forma, acostumados: em 2017, Chico começou sua última turnê, “Caravanas”, depois de cinco anos sem se apresentar.

Jorge Ben Jor

Em Copacabana, os alquimistas podem estar chegando, mas, até agora, também nem sinal da live de Jorge Ben Jor. O morador mais ilustre do Copacabana Palace — e uma das duas únicas pessoas a permanecer no hotel durante a quarentena — é outro que mantém distância dos palcos e das câmeras. Mas se engana quem pensa que o mestre parou: lançou esta semana “O Guerreiro da Capadócia”, uma homenagem aos 110 anos do Corinthians feita em parceria com o músico Rappin Hood.

Rita Lee só deu uma palhinha

Apesar de recusar apresentações solo, há quem dê as caras em bate-papos virtuais e surpreenda os fãs com uma palhinha. Distante dos palcos há quase uma década, Rita Lee cantou “Nem luxo nem lixo” durante uma live em comemoração pelos 40 anos de seu álbum “Rita Lee”, famoso pelo hit “Lança Perfume”. A apresentação deixou todo o mundo com gostinho de quero mais, mas, em entrevista ao GLOBO publicada nesta semana, a artista afirmou que “anda com o coração doído demais para fazer uma live”.

Marisa Monte

Oficialmente em recesso desde o ano passado, Marisa Monte também deu canja durante uma transmissão ao vivo em sua homenagem, organizada pela rainha das lives, Teresa Cristina. À capella, a tribalista cantou “Speak Low”, mesmo sem lembrar toda a letra, e atendeu aos pedidos dos fãs com “Na Estrada” e “Velha Infância” ao violão. Durante a quarentena, Marisa também interrompeu seu merecido descanso para lançar o projeto “Cinephonia”, com canções que ainda não estavam disponíveis em plataformas de streaming por terem sido gravadas em VHS e DVD.

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Ney Matogrosso

Por sua vez, Ney Matogrosso também participou de uma “live da TT”, mas se limitou a cantarolar “Carinhoso”, de Pixinguinha. Durante um bate-papo ao vivo com a banda Sepultura, em agosto, o cantor foi categórico:

“Eu gosto de ensaiar. Eu preciso do ensaio. Cantar em live eu não faço de jeito nenhum”, afirmou.

Racionais MCs

Se algum fã pensa que a recusa dos artistas é por falta de cachê, se engana. Em maio, a empresária dos Racionais MC’s, Eliane Dias, revelou ao Canal Futura que os rappers negaram propostas de até R$ 100 mil para fazerem lives. “Por N motivos: estão muito tristes com o que está acontecendo, inseguros com a quebra do isolamento”, explicou a empresária. De lá para cá, Edi Rock fez uma apresentação solo para lançar seu show, “Origens”, e Mano Brown se uniu a Dráuzio Varella para discutir racismo e música. Resta aos fãs esperar passar os tempos difíceis para ver o grupo, outra vez, se reunir para tocar.




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