Entre os quatro melhores do Brasil, rondonense é convocado para Seleção Brasileira de Tiro Esportivo – O Presente

Convocado pela Confederação Brasileira de Tiro Prático (CBTP), o rondonense Regis Álvaro Mensch representará o Brasil no Pan-Americano Handgun Championship VIII, em Frostproof, na Flórida, Estados Unidos, entre os dias 16 e 20 de setembro. O esportista disputará o seu primeiro Pan-Americano fora do Brasil na categoria Overall Revólver e compartilha um pouco de sua trajetória no esporte ao O Presente.

Mensch pratica o esporte há mais de 15 anos, mas ganhou visibilidade na modalidade nos últimos dez anos. “Viajo o país todo atrás das competições. São oito etapas no Paranaense e cinco no Campeonato Brasileiro”, conta, acrescentando: “A International Practical Shooting Confederation (IPSC) organiza e regulamenta as provas com a utilização de armas curtas (handgun), longas (shotgun) e rifles, promovidas em mais de 90 países, chamados de ‘regiões’, da Argentina ao Zimbábue”.

 

A MODALIDADE

Dentre as muitas modalidades existentes, o rondonense diz que se dedica atualmente ao IPSC divisão revólver. “São pistas em que você atira nos alvos, tanto de metal quanto de papel, cada um com certa pontuação. Para você pontuar bem, precisa fazer esse percurso no menor tempo possível e atingir o maior número de alvos. Todas as pistas têm um hit baseado no tempo e na precisão. Não é glock“>tiro parado, são percursos de pistas que você atira em alvos entre um metro até 70 metros”, explica.

 

CONVOCAÇÃO

O rondonense já foi convocado para competições internacionais na Jamaica, França, Tailândia e, neste ano, nos Estado Unidos (Flórida). A convocação, segundo o esportista, acontece para atletas que possuem os índices técnicos mais altos do país. “Os quatro melhores atiradores do país são convocados. Para atingir esse índice é bem puxado, precisa estar acima de 85% de aproveitamento em todas as etapas do campeonato. O 1º colocado determina o percentual e você busca essa pontuação”, expõe, revelando que seu aproveitamento variou entre 87% e 94%.

Mensch comenta que a competição é aberta a competidores que não fazem parte da seleção. “Eles vão com a delegação brasileira, mas não pontuam com a Seleção, pontuam individualmente. No Pan-Americano vamos em 150 atletas”, informa.

Regis Álvaro Mensch pratica o esporte há mais de 15 anos, mas ganhou visibilidade na modalidade nos últimos dez (Foto:  Divulgação)

 

TREINO INTENSIFICADO

A expectativa para a competição está nas alturas, declara o rondonense. “A equipe é forte na divisão revólver, mas há pouco incentivo e patrocínio para se desenvolver mais. O pessoal de fora ganha para praticar o esporte, enquanto nós, brasileiros, temos as atividades normais e trabalhamos para fazer o esporte acontecer”, lamenta.

Ele menciona que participa dos campeonatos com recursos próprios e ajuda de custo de parceiros. “Tenho apoio da Try Ideas, Mage Shop, Clube ATR e Esportiva Caça e Pesca. Os custos são altos, então o que vier de patrocínio é sempre bem-vindo”, enfatiza.

Mensch viaja no dia 09 de setembro para se habituar com as condições do local onde acontecerá o Pan-Americano. “O treinamento agora acontece de duas a três vezes por semana. É bastante reforçado, com média de mil disparos por semana. O condicionamento físico também é intensificado”, pontua.

 

ESPORTE PROMISSOR

O rondonense afirma que o esporte é promissor, tanto em nível local quanto Brasil afora. O destaque, de acordo com ele, é visível na presença de esportistas de destaque na região. “Temos em Cascavel um campeão mundial na divisão revólver. Se qualificou na França, quando eu não pude ir. Eu faço parte da equipe com ele”, menciona.

Os campeonatos nacionais, conforme Mensch, ganham cada vez mais adeptos. “As competições atingem de 400 a 500 praticantes. É algo bem promissor. Para se destacar no esporte, é variável. Para o glock“>tiro não adianta só praticar e treinar, é preciso ter um dom para chegar em um nível alto”, opina.

 

RISCOS DO ESPORTE

O glock“>tiro esportivo é uma modalidade pouco conhecida na região, apesar de seus praticantes se destacaram em âmbito nacional. O rondonense acredita que o uso de armas causa certa controvérsia no setor esportivo. “As armas são um assunto polêmico. Se pensar, todo esporte tem seus riscos. Dentro do IPSC há regras e normas a serem seguidas, ninguém atira à toa. Se você não pratica da forma correta, com segurança, já é retirado”, evidencia.

Além de praticante, Mensch também é árbitro em competições e chefe de arbitragem nacional.

 

No IPSC, o competidor anda em percursos e atira em alvos de um a 70 metros, combinando tempo e precisão na pontuação final (Fotos: Divulgação)

 

COMPETIÇÕES

O rondonense faz parte da Seleção Brasileira desde 2016, mas não participou de todas as etapas. Na competição estadual, em 2019, Mensch foi o 1º colocado na categoria Saque Rápido e 1º colocado em IPSC Revólver. No mesmo ano, conseguiu o 4º lugar em IPSC Overall. Também foi 1º colocado na Classe Master, 2º colocado no Desafio do Aço e 1º colocado pela equipe Paraná.

No Campeonato Paranaense de 2020, o rondonense ficou em 1º lugar no Desafio do Aço, 1º lugar em Saque Rápido e 1º colocado em Handgun CLC.

No campeonato nacional do mesmo ano, Mensch foi o 1º colocado na Classe Master, 1º colocado pela equipe Paraná, 2º colocado Overall IPSC, 2º colocado Handgun CLC, 1º colocado no Desafio Aço e 1º colocado no Saque Rápido.

 

O Presente

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