Freezer retorna do conserto recheado com drogas, bebidas e celulares ao Presídio Estadual de Canela

Um freezer no interior do Presídio Estadual de Canela foi apreendido com drogas, bebidas e celulares, avaliados em mais de R$ 100 mil, que seriam destinados a cerca de 100 apenados. A descoberta foi realizada pela Polícia Civil durante uma operação realizada na noite de quarta-feira.

O equipamento tinha um fundo falso onde foram encontrados mais de um quilo de cocaína, 3,5 quilos de maconha, 250 pontos de LSD, um frasco de lança-perfume, 12 celulares com 12 carregadores, nove chips e 15 fones de ouvido, chips, duas garrafas de uísque, um controle de videogame, três relógios e duas correntes de prata, entre outros objetos. A ação teve apoio de agentes penitenciários da Susepe.

A operação foi conduzida pela equipe da DP de Canela, sob comando do delegado Vladimir Medeiros. Ele explicou que o estabelecimento prisional possui vários congeladores, tanto na cozinha, como nas galerias para usufruto dos detentos que armazenam alimentos trazidos por familiares nas visitas. O freezer que foi apreendido havia sido levado para conserto e retornou “recheado” então da manutenção.

Conforme o titular da DP de Canela, a instalação do fundo falso no freezer foi bem-feita devido à colocação de chapas, rebites e pintura nova no revestimento. O delegado Vladimir Medeiros observou que o equipamento seria um dos quais os apenados têm acesso. “Interceptamos antes. Os presos não tiveram acesso”, destacou.

O flagrante ocorreu no âmbito de uma investigação contra o tráfico de drogas promovido por uma organização criminosa que age na cidade e que possui ramificação no interior do Presídio Estadual de Canela. Na casa prisional encontram-se recolhidas as lideranças do grupo criminoso investigado.

“A apreensão, além de evitar que todo o material ilícito chegasse às mãos dos presos, representa duro golpe financeiro às lideranças da organização criminosa investigada”, destacou o delegado Vladimir Medeiros.

Já o delegado Gustavo Celiberto Barcellos, que responde pela 2ª Delegacia de Polícia Regional de Gramado (2ª DPRI), afirmou que a ação é resultado do trabalho de repressão qualificada contra o narcotráfico executado por meio de facções criminosas. De acordo com ele, a Polícia Civil atua na produção de provas materiais irredutíveis com objetivo de descortinar as ações destes grupos criminosos, onde quer que eles atuem.

 




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