Moçambique: Estado Islâmico reivindica ataques realizados no Norte | Mundo | Jornal de Angola

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Elementos armados com a bandeira do grupo Estado Islâmico (EI) distribuíram, sexta-feira, quatro fotografias na Internet que mostram edifícios ocupados da vila de Quissanga, a segunda invadida, com disparos, no Norte de Moçambique, em menos de 48 horas. O EI reivindicou, ainda, em comunicado, a que a Lusa teve acesso, a invasão de Mocímboa da Praia, no início da semana.

s forças especiais de Moçambique respondem a ataques armados na vila de Macímboa
Fotografia: DR

As fotografias desta sexta-feira mostravam um grupo de 16 pessoas em pose com uniformes militares, armas‘>armas de fogo e de cara tapada no comando distrital da Polícia – com sinais de ter sido incendiado –, e no edifício da Administração local de Quissanga. Alguns elementos aparecem sempre nas diferentes fotos, algumas do mesmo local, tiradas de diferentes ângulos.
Uma das imagens foi republicada, ontem, pelo embaixador da União Europeia em Moçambique, António Gaspar, na conta da rede social Twitter: “Consternados com a escalada da violência em Cabo Delgado”, referiu, depois de dias antes ter expressado “apoio em todas as frentes para acabar com esta instabilidade no Norte do país”.
Além das fotos, que mostram a bandeira em Quissanga, o EI reivindicou, através dos seus canais, o ataque e ocupação da sede de distrito de Mocímboa da Praia, durante quase todo o dia de segunda-feira, desde as primeiras horas da madrugada. O grupo conseguiu apanhar “armas, munições e múltiplos veículos, regressando depois em segurança às suas posições”, concluiu.
O Governo moçambicano confirmou, na quinta-feira, o ataque a Mocímboa da Praia, para onde se deslocaram os ministros do Interior e da Defesa e onde parte da população voltou a sair à rua para tentar retomar a actividade e a rotina, enquanto outros engrossaram a lista de deslocados, em busca de zonas seguras, segundo testemunhos ouvidos pela Lusa.
Não houve mais informação, nem sobre vítimas ou prejuízos em Mocímboa da Praia, sendo que residentes informaram ter encontrado corpos pelas ruas, além de vários edifícios incendiados.
As autoridades moçambicanas ainda não se pronunciaram sobre a ocupação de Quissanga desde a madrugada de quarta-feira, que levou à


fuga generalizada da população para locais seguros, como a Ilha do Ibo e Pemba, capital provincial.
Bartolomeu Muibo, administrador de Quissanga, disse, sexta-feira à Lusa, a partir de Pemba que desconhecia se a vila continuava ocupada por grupos armados ou se há residentes que já tenham regressado devido a dificuldades de comunicação com a zona. O dirigente encontrava-se na ilha do Ibo quando o ataque aconteceu e dali viajou para a capital provincial, sem mais detalhes sobre o sucedido.
Imposição islâmica
Um alegado militante jihadista justificou os ataques de grupos armados no Norte de Moçambique com o objectivo de impor uma lei islâmica na região, de acordo com um vídeo distribuído também sexta-feira na Internet.
É a primeira mensagem divulgada por autores dos ataques, que ocorrem há dois anos e meio na província de Cabo Delgado, gravada numa das povoações que invadiram.
O homem de uniforme militar e cara tapada faz um apelo à luta sob a bandeira do grupo Estado Islâmico.
A gravação foi feita em pleno dia no muro da residência do administrador de Quissanga, e em alguns momentos o vídeo a mostrar, ainda, as ruas da vila desertas, com fumo e chamas.
Dois analistas ligados a empresas de segurança que acompanham a violência armada em Cabo Delgado disseram à Lusa aceitar a gravação como legítima, em linha com as fotografias pouco antes divulgadas pelo grupo junto a edifícios da vila.
A invasão de Quissanga aconteceu 48 horas depois de homens armados terem ocupado Mocímboa da Praia, 120 quilómetros a Norte, uma das principais zonas urbanas de Cabo Delgado, onde enfrentaram as forças de defesa e segurança moçambicanas provocando um número ainda indeterminado de baixas antes de saírem da povoação.




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