Tomada de Trípoli “é o capítulo final” da crise líbia, mas Otan “não pode e nem irá” baixar sua guarda no país, dizem porta-vozes

“Para o regime de Khadafi este é o capítulo final. Khadafi é história e quanto antes entender isso melhor”, afirmou a porta-voz da Otan, Oana Lungescu

Porta-vozes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) afirmaram nesta terça-feira (23), em Bruxelas, que o líder líbio Muammar Khadafi “é história” e que a tomada de Trípoli pelos rebeldes “é o capítulo final” da crise líbia. Apesar disso, a aliança militar afirmou que “não pode e nem irá” baixar sua guarda e continuará na Líbia até que a ameaça a civis cesse.

“Para o regime de Khadafi este é o capítulo final. Khadafi é história e quanto antes entender isso melhor”, afirmou a porta-voz da Otan, Oana Lungescu. Ela também disse que o organismo “não tem ideia” de onde se encontra o líder líbio Muammar Khadafi, mas garantiu que ele “não é um alvo” da Aliança.

“Se o senhor sabe, me diga. Nós não sabemos, não tenho nem ideia”, disse Roland Lavoie, outro porta-voz militar da Operação Protetor Unificado da Otan, a um jornalista. “A Otan não ataca pessoas. Khadafi não é um alvo da Otan e se ele abandonar o país e isso contribuir para que se encontre uma solução, ficaríamos felizes”, afirmou Lavoie.

Uma agência de notícias russa, no entanto, afirmou que o líder líbio estaria em Trípoli e não teria intenção de deixar a capital. “Estou são e salvo. Estou em Trípoli e não tenho intenções de abandonar a Líbia. Não acreditem nas informações falsas das emissoras de televisão ocidentais”, teria dito a um repórter da agência russa “Interfax”.

“Se Khadafi estiver em uma instalação que ordena e controla ataques, (este centro) é um alvo legítimo e o atacaremos”, afirmou Lavoie. Lavoie ressaltou que a Otan minou severamente as capacidades militares do regime líbio e do próprio líder. “Para nós a questão não é se o regime chegará ao fim, mas quando”, disse.

Segundo Lungescu, as tropas leais ao regime estão travando “uma batalha perdida”. Lungescu reafirmou que os civis líbios não estão seguros, e citou como exemplo o lançamento de um míssil “Scud” realizado na segunda-feira dos arredores de Sirte, cidade natal de Khadafi, em direção a Misrata (controlada pelos rebeldes), que foi interceptado pela Aliança.

A porta-voz explicou que os embaixadores dos países-membros da Otan se reunirão nesta terça-feira para analisar a operação e estudar opções para futuro papel da Aliança Atlântica após a queda de Khadafi.

“Continuaremos vigiando os movimentos das unidades militares e, se vimos uma ameaça, atuaremos de acordo com nosso mandato do Conselho de Segurança da ONU. Permaneceremos atentos e manteremos a pressão até que as tropas tenham se retirado e tenha sido garantido o pleno acesso à ajuda humanitária”, disse Lavoie.

Segundo ele, Trípoli ainda é palco de “inúmeros enfrentamentos” e “as tensões não se reduziram. A situação é muito dinâmica e complexa” e, além disso, fora da capital ainda há choques. “Há ainda regiões em disputa”, afirmou, apontando Sirte, Shaba e Zaura como outras cidades onde estão ocorrendo confrontos. As tropas de Khadafi “estão lutando violentamente para manter seu acesso à costa entre Bisher, a 20 quilômetros de Brega, e Bani Walid, a sudoeste de Misrata, e para controlar os movimentos de Trípoli a Shaba”, disse o porta-voz.

 

Reino Unido

O vice-primeiro-ministro britânico, Nick Clegg, declarou também nesta terça-feira que é “uma questão de tempo” a derrota de Muammar Khadafi e avaliou que o reaparecimento de seu filho não é indício de que haja um “grande retorno” do regime. O número dois do Governo britânico presidiu uma reunião do Conselho de Segurança Nacional na ausência do chefe do Executivo, David Cameron.

“Pela nossa avaliação, as forças para a libertação da Líbia controlam agora muitas áreas de Trípoli, mas não todas”, disse Clegg. Como definiu o líder do Partido Liberal Democrata, as forças do regime khadafista “estão agora encurraladas” e “em breve a Líbia estará completamente livre”.

 

Galeria de fotos

Abaixo você confere uma galeria montada por ÉPOCA com fotos dos rebeldes líbios.

 

 

LH




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