Na última campanha presidencial brasileira, muitas pessoas ficaram chocadas com a possibilidade de poder ser eleito presidente do país um deputado que defendia a ditadura militar, indo ao ponto de dedicar a um dos mais conhecidos torcionários desse regime o seu voto a favor do impeachment de Dilma Rousseff, que foi torturada durante a ditadura. Outras pessoas manifestaram-se nada surpreendidas, invocando os altos níveis de corrupção durante o Governo do PT, bem como a taxa galopante de homicídios. Como se uma solução autoritária fosse a única esperança, ou pelo menos a única que muita gente vislumbrava. De facto, Bolsonaro conseguiu encarnar essa esperança para um número suficiente de pessoas, e tornou-se Presidente. Mas, conforme mostra Lilia Moritz Schwarcz, a violência e a corrupção têm as mesmas raízes profundas na história brasileira que o autoritarismo. E este não proporciona menos a corrupção nem facilita menos a violência. Basta ver como Bolsonaro e os seus aliados se empenharam em ‘flexibilizar’ a venda de armas+de+fogo&post_type=product&product_cat=0’>armas de fogo. A chamada “bancada da bala” — os parlamentares que apoiam essas medidas — chegou a propor o aumento das armas+de+fogo&post_type=product&product_cat=0’>armas de fogo que cada civil pode ter em casa, das seis que um decreto de Bolsonaro pretendeu autorizar para até nove, apesar de estudos que provam uma forte relação entre as armas+de+fogo&post_type=product&product_cat=0’>armas de fogo e a taxa de homicídios.

Parece um contrassenso querer combater a violência extrema com uma facilitação do acesso aos meios que a permitem, bem como com discursos de apologia do assassínio (“polícia que não mata não é polícia”) feitos por Bolsonaro durante a campanha. Mas o apelo da mensagem tem força, num país onde a queda para o autoritarismo se enraíza na tradição. Um país construído sobre a escravatura padece de uma doença original difícil de apagar, e ainda de uma série de outras doenças associadas.

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