“O cansaço venceu o medo, e a população está cansada…”

Ampliando o leque

A atriz e agora empresária Marina Ruy Barbosa, 25 anos, está cada vez mais empenhada no seu lado empreendedor.

Lançou sua grife Ginger no meio do ano, com roupas voltadas para sustentabilidade. Uma das novas coleções batizada como Amazônia terá todo o lucro revertido para a Casa do Rio.

Para promover a coleção ela aparece ao lado de uma personagem digital criada para o mundo da moda, chamada Noonoouri.

Sua grife também acaba de assinar uma parceria com a Schutz. Mais: Marina foi anunciada ontem como diretora de moda na Arezzo&Co onde atuará especificamente, no novo marketplace do grupo, chamado ZZ Mall.

Marina será mais que uma diretora, ela será a responsável por toda a estratégia de moda do ZZ Mall, passando pela curadoria e direção criativa dos conteúdos da plataforma e mídias sociais, e até a escolha dos influenciadores que farão campanha para o marketplace.

Com tanto trabalho, há quem garanta que no ano que vem Marina estará de volta a TV vivendo sua primeira vilã.

Induto de Natal

O indulto de Natal ameaça desencadear uma crise dentro do aparelho de Justiça. Ao menos quatro dos 13 integrantes do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária ameaçam renunciar ao cargo.

O Conselho, vinculado ao Ministério da Justiça, tem sido pressionado pelo governo a beneficiar policiais nas regras a serem estabelecidas para o perdão natalino deste ano. No ano passado, Bolsonaro assinou meio na marra um decreto estendendo o indulto a agentes condenados por culposo no exercício da função.

O Conselho deve estabelecer as regras, mas a palavra final é de Bolsonaro. O presidente quer que o Conselho sancione a medida, para dar maior legitimidade ao indulto de Natal a agentes da área de segurança.

A proposta é questionada por importantes juristas: muitos consideram-na inconstitucional. Para quem tem a memória curta: o Conselho tem um histórico recente de se rebelar contra interferência do governo.

Em abril deste ano, oito conselheiros renunciaram ao cargo após a saída de Sérgio Moro do Ministério da Justiça.

Bolada

A ex-presidente Dilma Rousseff continua tentando arrancar da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça “reparação” por ter pedido demissão do “cargo” de estagiária e de assistente técnica da Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul, em 1977.

Ela alega que foi “pressionada verbalmente” a se demitir e agora exige que o país a sustente com R$ 10.735 por mês, com efeito “retroativo”. Se for desde 1977 como ela pede, a bolada será lotérica R$ 6,44 milhões.

A decisão final sobre a pensão exigida por Dilma Rousseff será de Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, que já ganhou fama na área: é a rainha de rejeitar pedidos de “boa vida” (a expressão é dela).

Abertas

A disputa pela prefeitura está aberta em 23 municípios devido aos vencedores terem recebido menos de um terço dos votos válidos no 1º turno ou pela diferença de menos de 5% entre os dois candidatos.

A situação acontece em oito capitais, incluindo o maior colégio eleitoral do país, São Paulo e Maceió, que tem a menor diferença, só 0,31%. Há caso em que ambos tiverem menos de 20% ou mais de 45% dos votos.

Dos 114 candidatos ainda na disputa 15 são do PT, 14 do PSDB e 13 do MDB. Do outro lado, PCdoB, Novo, PP e Rede tem apenas um cada.

CONTANDO

Falta menos de um mês para acabar, de fato, as presidências de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, na Câmara e no Senado, respectivamente. O recesso começa dia 17 de dezembro e acaba em 1º de fevereiro, com a eleição dos sucessores.

Ainda não está nada decidido para um período de convocação extra para tentar emplacar a emenda de permissão para que os ocupantes desses postos possam contar com a disputa de segundo mandato. 

Quem fortaleceu

Pulverização partidária, ressurreição da esquerda – agora sem a hegemonia do PT – ascensão do DEM e derrota do bolsonarismo foram as principais marcas das eleições municipais. 

Impactadas pela pandemia e obrigados a votar de máscaras no rosto e álcool gel nas mãos, os eleitores privilegiaram nomes já conhecidos e com experiência pública testada ou no Executivo ou no Legislativo.

E sem força demonstrada por Bolsonaro.

UM E OUTRO

Com o PT oficializando seu apoio à candidatura de Guilherme Boulos, na corrida municipal de São Paulo, repetindo inclusive o “V” de “Vitória” nas mãos (o primeiro a usar o movimento foi Churchill na Segunda Guerra) e João Doria reacendendo seu apoio a Bruno Covas, os dois lados criaram motes de desaprovação.

De um lado é “Covas de Doria” e de outro, “Boulos de Lula”. Não entra mais em cena o apoio de Bolsonaro, mesmo que ele quisesse.

Quase estrela

Chegou na manhã de quinta-feira (19) o primeiro lote de vacinas chinesas, a Coronavac, em São Paulo, que deverão ser testadas por voluntários, preferencialmente na área da saúde e que foi super elogiada pela eficiência pela revista científica britânica The Lancet uma das mais importantes e prestigiadas do mundo.

O desembarque do lote teve uma cobertura especial quase a uma de chegada de uma celebridade internacional no Brasil.

A mídia, principalmente televisiva, mostrou até o tocar das rodas do avião que as transportava em solo brasileiro.

Vacina e política

O aumento de internações em São Paulo e Rio de Janeiro provoca forte movimento nas redes sociais e na mídia que já apontava para a retomada de infecções pelo coronavírus.

Ainda que o otimismo do mercado continue a crescer com o que já parece a reta final nos testes e aprovação de diversas vacinas, tudo indica que, em breve, as cidades brasileiras se verão novamente diante de decisões difíceis para controlar a pandemia.

Nesse quadro, haverá forças conflitantes do jogo: a pressão econômica e a própria fadiga da população de um lado; o aparente sucesso eleitoral de prefeitos que tomaram medidas mais duras e mostram maior mobilização de saúde, de outro.

É o dilema pelo qual já passa os Estados Unidos.

LÁ FORA

Pressionado por protestos, saques e depredação do estado, o governador da Flórida, Ron DeSantis (Republicanos) apresentou uma proposta para mudar a lei de defesa própria, já que permite o uso de fogo no caso de ameaças.

Pelo novo texto, passaria a ser justificado utilizar uma arma quem estiver “interrompendo ou prejudicando” o comércio com “aglomerações violentas ou desordeiras”.

O prefeito de Miami Beach, Dan Gelber considera a proposta absurda. “Dá ao cidadão armado o poder de matar segundo julgamento subjetivo”.

MISTURA FINA

A NOVA tecnologia utilizada pelo TSE em seu datacenter é tratada por hiper convergência. Ou seja, multiplica por cinco a capacidade de um único equipamento.

E pelo que se viu, quando apresenta problemas, sem um backup em paralelo ativo, a dor de cabeça também é cinco vezes maior.

O PRESIDENTE nacional do DEM, que elegeu, só para começo de conversa, 670 prefeitos, ACM Neto acha que “está tudo errado” no financiamento eleitoral com recursos públicos.

“Esse sistema está falido”, diz ele, para quem é preciso retomar o debate sobre financiamento privado, mas com limite.

TENDO conduzido o time do DEM nestas eleições e com o partido conquistando até agora 398 prefeituras e com chances de ganhar mais duas, no Rio e em Macapá, o presidente da legenda ACM Neto, decidiu se mudar para Brasília já em janeiro.

Da capital coordenará as estratégias do partido para as eleições de 2022.

O PT só não foi extinto no Nordeste por causa da vitória no primeiro turno, de Marília Arraes no Recife (PE), que agora disputa – e está em primeiro lugar – o segundo turno contra João Campos (PSB), herdeiro do falecido governador Eduardo Campos.

A PAUTA está cheia no MEC: perto de 2 mil processos estão aguardando despachos do ministro Milton Ribeiro. Boa parte envolve abertura de cursos de graduação e pós-graduação.

Também é expressiva a quantidade dos que envolvem alterações curriculares de formação e pedidos de fechamento de instituições.

COM a promessa de grana curta, as empresas estão se articulando para pressionar o governo a soltar mais dinheiro. Os maiores pedintes são os da indústria.

O IEDI estaria ressuscitando o epiteto “Classes Produtoras” para juntar num único movimento companhias de diversos segmentos, expediente que funcionou nos anos 70.

A VOTARATIM está despontando entre as empresas mais atuantes no desenvolvimento e aquisições na área digital. Ou seja: do cimento para as startups.

A VOZ e a cabeça do ainda presidente Donald Trump continuam as mesmas, mas os cabelos… Nas redes sociais, os mais irônicos lembram o antigo comercial de um xampu para cabelos, já que Trump agora deixou os loiros platinados e exibe vasta cabeleira branca, segura também com poderoso fixador.




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