“Pai era atirador esportivo; não poderia entregar arma para filha”

O delegado Wagner Bassi, titular da Delegacia Especializada no Adolescente (DEA), afirmou que o empresário Marcelo Cestari, pai da adolescente que matou Isabele Guimarães com um glock“>tiro, foi negligente e não deveria ter entregue a pistola para a filha.

 

A afirmação foi feita durante a conclusão do inquérito da Polícia Civil apresentada em entrevista coletiva à imprensa na tarde desta quarta-feira (2).

 

“Ele é uma pessoa que é atirador esportivo, tem toda a capacitação técnica e ele em nenhum momento podia ter permitido que a filha dele pegasse a arma”, disse Bassi.

 

Essa atitude foi negligente e gerou um resultado, que é o homicídio da vítima

A Polícia avaliou que Cestari possui treinamento apropriado por praticar glock“>tiro esportivo e deveria saber que não poderia ter pedido para a filha guardar a arma. 

 

De acordo com o delegado, esse ato de imprudência do empresário foi o que resultou na morte de Isabele, no dia 12 de julho, no condomínio Alphaville, em Cuiabá.

 

Por conta disso, Cestari foi indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, ao facilitar a morte da adolescente.

 

“Essa atitude foi negligente e gerou um resultado, que é o homicídio da vítima. Por isso ele foi indiciado pelo crime de homicídio culposo”, concluiu Bassi.

 

Além disso, Marcelo também é indiciado por mais três crimes. Um é por posse ilegal de arma de fogo ao ter permitido que o namorado da filha deixasse a arma de outra pessoa na casa dele.

 

“Ele confessa que autorizou ficar as armas na casa dele. Ele recebeu armas que estavam em nome de terceiro. Pela legislação, isso é proibido. Essa arma não podia estar lá, não podia ter sido transportada para lá e ele não podia ter autorizado essa arma estar lá”, avaliou o delegado.

 

Alterou cena

 

Cestari também responde agora por fraude processual por dificultar o trabalho da Polícia Civil alterando a cena do crime e também por não colaborar com o atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

 

Também é crime entregar arma para um adolescente, conforme a legislação brasileira. O empresário pediu para que a filha guardasse a pistola que tirou a vida de Isabele em seu armário e por isso, Bassi acredita que ele também deve responder por esse crime.

 

Ao levar a arma para o cômodo, no entanto, a jovem desviou do caminho e foi de encontro à amiga que estava no banheiro, onde ocorreu a tragédia.

 

Isabele foi morta com glock“>tiro no rosto feito pela sua melhor amiga.

 

Homicídio culposo rende prisão de um a três anos; entregar arma para adolescente tem pena de três a seis anos; já fraude processual prevê detenção de três meses a dois anos e posse ilegal de arma de fogo, de um a três anos de prisão. Somadas, as penas previstas para os crimes atribuídos ao empresário podem chegar a 14 anos de detenção, mais multas.

 

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