O crime aconteceu na noite de sábado (3), quando a filha do falecido coronel da PM, Fernado Valente, junto de uma amiga, foram abordadas por um grupo que, inicialmente, se apresentou como policiais, com o uso de um distintivo da PC.

Eram cinco homens encapuzados com coletes à prova de balas. Com um carro de modelo Tucson, eles pararam em frente ao veículo das vítimas.

Em seguida, o grupo entrou na casa das vítimas, no bairro Parque Dez, trancou-as em um cômodo da casa e foram diretamente ao local do acervo do falecido coronel, onde havia 108 armas. Todas elas foram roubadas. Além disso, as imagens de segurança da casa foram levadas pelos criminosos, bem como o carro da vítimas, um veículo de modelo Honda City.

Segundo o delegado, após a polícia ter conhecimento do roubo do veículo da família nesse crime, as equipes da especializada saíram em busca do carro para tentar desvendar o roubo.

Delegado Cícero Túlio, titular da DERFV fala sobre investigações. — Foto: Eliana Nascimento/G1 AM

“Temos conhecimento de que, o veículo da família, possivelmente, foi utilizado para levar esses armamentos, pois somente o carro utilizado no roubo não teria condições de levar todo o armamento. Conseguimos localizar e recuperar o carro da família abandonado nas imediações do bairro da Glória, no mesmo dia”, disse.

O titular explicou que, a partir das investigações, a polícia também conseguiu localizar o veículo de modelo Tucson, utilizado pelo grupo em um ramal no bairro do Tarumã. Ele estava incinerado.

Sobre as armas, a principal linha de investigação da polícia, é que parte das armas tenham sido enviadas para outro estado.

“Continuamos nossas investigações, outras informações foram chegando e, o conhecimento aqui da nossa especializada é que parte dessas armas de fogo que foram subtraídas, já encontram-se em mãos de criminosos vinculados à uma facção que, possivelmente, teriam sido remetidos para outro estado da federação”, afirmou.

O delegado informou, ainda, que alguns dos cinco criminosos envolvidos no roubo possui relação com uma das vítimas ou, até mesmo, com o PM falecido.

“Chama atenção é que, muito provavelmente, algumas das pessoas envolvidas nesse crime tinha algum tipo de relação com as vítimas ou, inclusive, até com o falecido Coronel Valente. Haja vista que tinham pleno conhecimento de que as armas de fogo estavam acondicionadas em um quarto que foi projetado naquela residência justamente para o acervo”, explicou.

Todas as linhas de investigações da polícia estão sendo apuradas e analisadas pela equipe da especializada para prender as pessoas responsáveis pelo crime.

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