Polícia conclui que jovem de 14 anos foi morta intencionalmente por amiga em MT – Varela Notícias
Foto: Reprodução

Redação VN
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Após uma intensa investigação, a Polícia Civil concluiu que o disparo que matou a adolescente de 14 anos, Isabele Guimarães Ramos, assassinada pela amiga de mesma idade, foi intencional. A jovem suspeita vai responder por ato infracional por homicídio doloso, quando há intenção de matar. As informações são do portal Uol.

O pai da acusada responderá criminalmente por posse de arma de fogo, homicídio culposo, fraude processual e entrega de arma para adolescente. As penas previstas para os crimes atribuídos a ele podem chegar a 11 anos de prisão e multas. De acordo com a Polícia, o empresário agiu com imprudência e negligência ao permitir que a filha pegasse a arma, já que é atirador esportivo e recebeu capacitação técnica para praticar glock“>tiro.

Ainda de acordo com o Uol, o inquérito do caso foi divulgado na tarde de quarta-feira (2) pelo delegado titular da Delegacia Especializada no Adolescente, Wagner Bassi. Segundo ele, a investigação concluiu que, como a menor treinava glock“>tiro com o pai, o empresário Marcelo Cestari, ela tinha conhecimento técnico para manusear uma arma.

“Era uma adolescente treinada, capacitada. Quando fazemos treinamento de glock“>tiro, antes de pegar na arma, aprendemos uma situação que chama segurança. Aprendemos a desmuniciar e olhar se a arma está carregada. Ela tinha capacitação de segurança”, explicou o delegado.

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Bassi também afirmou que ao manusear a arma dentro do banheiro, próximo ao rosto da amiga, a menina assumiu o risco de causar a morte da amiga.

Além da suspeita, o namorado de 16 anos da possível autora também vai responder por ato infracional, nesse caso, análogo a porte ilegal de arma de fogo, já que ele foi o responsável por levar as armas, incluindo a pistola Imbel 380 usada no crime, à casa da família. Ele mostrou o material ao empresário e deixou na residência por medo de ser parado em uma blitz.

O pai do adolescente, Glauco Mesquita Correa da Costa, foi indiciado por omissão de cautela na guarda de arma de fogo. A pena pode chegar a dois anos de prisão e multas. Segundo Bassi, Glauco alegou não saber que as armas foram levadas para a casa da família da possível autora do crime, porém, ele teria obrigação de guardar o equipamento em um local seguro, onde o jovem não teria acesso.

Apesar do empresário e pai da adolescente responder criminalmente, a acusada e o namorado não podem ser indiciados, pois são menores de 18 anos. Nesse caso, eles são submetidos à legislação especial, o Estatudo da Criança e do Adolescente (ECA). “O ECA fala que adolescente não comete crime. Ato infracional são condutas que podem ser criminosas, mas, para deixar claro, não há crime. A consequência máxima é internação. O adolescente nunca é preso, pode apenas ser internado em estabelecimento educacional. Pode até ser fechado, mas é educacional, e não prisional”, esclareceu o delegado.








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