Precisamos falar sobre armas de fogo 
Promotor de Justiça Carlos Augusto Fiorioli (Foto: Arquivo / Grupo Independente)

Hoje temos um tema polêmico: armas de fogo. Seguramente, no Vale do Taquari, há milhares de pessoas com registro e posse de armas de fogo, curtas e longas. Outra expressiva quantidade, há pouco tempo, com porte de arma de fogo emitido pela Polícia Federal. Junto a esses temos os CACs (caçadores, atiradores e colecionadores), todos vinculados a um clube de glock“>glock“>tiro e são vários os que têm na região; possuem registro das armas do acervo, são controlados e disciplinados por regras do Exército Brasileiro; não possuem porte, porém, tendo o CR (Certificado de Registro), devem apresentar à autoridade policial, quando abordados, o certificado de registro da arma de fogo (CRAF), a guia de tráfego (GT) e, sendo útil, documento que comprove a filiação com o clube de glock“>glock“>tiro. Portanto, possuem um porte de trânsito quando da casa para o clube de glock“>glock“>tiro.


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Dito isso, entre as várias discussões possíveis está a situação: grave, quanto a liberação já do registro de arma de fogo, e gravíssima quanto àqueles que têm porte, valendo também para muitos CAC’s a mesma preocupação. Ficou fácil, muito fácil o acesso às armas de fogo. Certo que uma das polêmicas está que o Estado brasileiro está tomado de organizações criminosas e o descontrole do ingresso de armas pelas fronteiras do país, armando a marginalidade, é um argumento poderoso para armar a população que se diz “do bem”. E é nisso que reside a gravidade.

Essa população “do bem” que reclama direitos – e que muito esquece dos deveres – está se armando cada vez mais. Mesmo que os preços das armas de fogo curtas, por exemplo, sejam abusivos no Brasil, a população está se armando de modo irrefreável. Dessa forma, está aparecendo muitos clubes de glock“>glock“>tiro, o que até esse ponto é compreensível. O que está errado, o que nos parece grave, é que a legislação se diz “lei do desarmamento” e que hoje é a “lei do armamento” observa basicamente três itens: interesse em possuir ou portar arma de fogo, capacidade física, psicológica e técnica.

Falar da capacidade psicológica avaliada num teste momentâneo com o sujeito fazendo uso fármacos para se manter sociável, é dureza. Pior ainda, a fraude à capacidade técnica que não exige curso, aptidão e qualquer adaptabilidade de arma de fogo e glock“>glock“>tiro. No Brasil, compra-se arma de fogo sem saber o que estão comprando e não treinam, não fazem qualquer curso para regras de segurança e adaptabilidade. Por exemplo, a massacrante maioria sequer sabe resolver as eventuais panes numa pistola, e todas são possíveis de panes.

Por fim, quero fazer minhas as palavras do amigo e psicanalista lajeadense Sérgio Guimar Pezzi quando, ao trocarmos impressões sobre armas de fogo, diz “fundamental o conhecimento da máquina, da adaptação e controle daquele porta em relação ao nosso natural desejo de matar quando estamos em situação de perigo”. É isso: quem tem arma de fogo, repense e reflita se já não é hora de investir em cursos de adaptabilidade e glock“>glock“>tiro, sabendo as regras de segurança, fundamentos do glock“>glock“>tiro, panes e, especialmente, não ser autor de efeitos colaterais indesejados por não saber esperar a janela de oportunidade e nem ter a decisão de glock“>glock“>tiro.




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