Presidente da Federação de Tiro tem CR de arma cancelado pelo Exército, recorre e confia que a decisão será suspensa -veja | RDNEWS

Bárbara Sá

Presidente da Federação de Tiro de MT Fernando de Oliveira, que teve CR de armas cancelado pelo Exército, confia que a instituição vai revogar decisão

O Exército Brasileiro cancelou o Certificado de Registro (CR) de armas do presidente da Federação de Tiro de Mato Grosso (FTMT), Fernando Raphael Pereira de Oliveira. A decisão é de 20 de agosto e ele tem prazo de 90 dias para apresentar a sua defesa. O parecer partiu da SFPC 9ª Região Militar – Espaço CAC (Espaço de Caçadores, Atiradores e Colecionadores), do Exército Brasileiro, que tem abrangência em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Fernando de Oliveira explicou que já recorreu da decisão e aguarda sua reversão. O cancelamento, segundo ele, não interfere na sua função frente à entidade.

O Exército apesar de informar que a suspensão deve-se a uma ação contra o presidente da FTMT que corre na 11ª Vara Criminal Especializada da Justiça Militar, afirma não poder relatar o motivo específico do cancelamento do registro pelo fato do processo estar em segredo de Justiça.

O apurou que o cancelamento não tem qualquer ligação com a morte de Isabelle Ramos Guimarães, em julho, em decorrência de disparo efetuado pela amiga B. de O. C., de 15 anos, no condomínio Alphaville I.

O presidente da Federação afirmou que crê no ‘cancelamento do cancelamento’, após a insituição avaliar a certidão negativa apresentada por ele em sua defesa.

Reprodução

Certid�o Negativa - presidente da Federa��o de Tiro - Fernando Raphael Pereira de Oliveira

Certidão Negativa apresentada ao Exécito por Fernando: defesa

Sargento da Polícia Militar (PM), Fernando de Oliveira disse ao , que o cancelamento é parte uma fase da renovação do certificado, mas que foi apenas uma notificação que não limita em nada os trabalhos que exerce tanto na PM, quanto na Federação.

“Eu já apresentei minha defesa, agora com isso, eles vão ter que cancelar o cancelamento. Eu não sou réu, existem processos em investigação e são todas na instância militar. Assim como eu, tantos outros militares estão na mesma situação. É normal de quem trabalha nas ruas, se você não tem um processo, não está fazendo seu trabalho direito”, disse Fernando.

Ainda segundo o presidente, o parecer foi um erro do Exercito Brasileiro. Caso seja mantido após a análise da sua defesa, ele recorrerá a instâncias judiciais superiores para revogar decisão.

“Eu não fui julgado e condenado em nenhum processo, o que eles (Exército) estão fazendo é errado. Ninguém vai tomar minhas armas por isso, já apresentei minhas razoes de defesa, agora espero a resposta. Caso se mantenha a decisão pelo cancelamento eu vou recorrer com mandado de segurança, por que sou indiciado, não réu nos processos”, afirmou.

 




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