Taurus e seu plano de venda de armas a países que violam direitos humanos

247 – Em taurus.htm”>entrevista concedida ao UOL, o executivo Salesio Nuhs, CEO da Taurus Armas, admite que a multinacional gaúcha planeja expandir comércio com as forças armadas da Índia e das Filipinas, dois países fortemente acusados de violações sobre os direitos humanos. 

taurus-busca-no-exterior-solucao-para-crise.htm”>Endividada, a Taurus vê no modelo de exportação de armamentos militares um potencial de expansão de receita. “Recentemente”, diz Nuhs, “nós ganhamos uma licitação do exército das Filipinas, de fuzil.” Ele continua: “Existe no exército indiano uma expectativa de compra de meio milhão de fuzis em cinco anos. Nós estamos de olho exatamente nesses grandes volumes do mercado policial e militar.”

De acordo com a Human Rights Watch, ONG que monitora violações de direitos humanos ao redor do mundo, a “guerra contra as drogas” nas Filipinas matou 4.948 pessoas desde 2016, sendo a maioria adolescentes. Esse número, porém, não inclui mortes causadas por agentes paramilitares, o que leva a uma estimativa em torno de 23.000.

Em Caxemira, região disputada por Índia e Paquistão, o exército indiano é acusado de manter crianças em “de-radicalization camps”, centros para”desradicalização” de crianças. Em maio do ano passado, o exército atirou diretamente contra manifestantes, matando 13 pessoas e ferindo 100.

Descuidos do tipo não são novidade para a Taurus: em setembro de 2016 foi revelado que a companhia vendeu 8.000 revólveres para Fares Hassan Mana’a, acusado pelo Conselho de Segurança da ONU de traficar armamentos para grupos terroristas no chifre da África, como o Al Shabab na Somália. Em novembro, uma nova transação entre os dois envolvendo 11.000 armamentos foi descoberta e bloqueada pela Polícia Federal, segundo aponta taurus/exclusive-brazils-taurus-sold-arms-to-trafficker-for-yemen-war-prosecutors-allege-idUSKCN11B1KM”>reportagem da Reuters

O Brasil aderiu ao Tratado de Comércio de Armas em 2018, que obriga países a monitorar exportações de armamentos com o objetivo de evitar que tais sejam utilizados em violações de direitos humanos. No entanto, de acordo com armas-pequenas-por-ano”>Paul Holtom, pesquisador na Small Arms Survey, tal diretriz é fácil de burlar. Como exemplo, ele diz que mesmo os países que submetem seu relatório final ao Tratado não são obrigados a declarar informações sobre o destino ou sobre quais armamentos são vendidos. E é assim que Taurus vem tentando expandir seu mercado, sem preocupações com questões relacionadas aos direitos humanos.




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