Lutar contra a contaminação do coronavírus requer a adoção de várias estratégias juntas. Isolamento social, lavar as mãos, usar álcool gel, não sair de casa sem máscara, trocar de roupa toda a vez que voltar da rua, deixar os sapatos na porta. Tudo isso até chegar a tão sonhada vacina. Enquanto o melhor dos mundos não acontece, empresas trabalham em várias frentes para tentar trazer soluções para minimizar os impactos da Covid-19. Uma dessas frentes é o desenvolvimento de tecidos antivirais que são capazes de barrar a ação de diversos tipos – incluindo o Sars-Cov-2. Em poucos meses, o mercado já conta com diversas opções, feitos à base de diversas tecnologias, como prata e extratos de planta, íons de prata e fios permanentes, com várias promessas de proteção. E isso tem gerado uma série de informações que tem deixado o consumidor confuso quanto às melhores alternativas. Mas, de fato, o que está por trás do chamado “supertecido”?

A indústria têxtil Delfim, no mercado há mais de 60 anos, criou o DelfimProtect, em parceria com a empresa Nanox, ligada à Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), graças à uma inovação 100% nacional: micropartículas de prata, que tem uma espécie de condutor que inativa o Sars-Cov-2 por contato em menos de dois minutos por meio da oxidação. “A prata tem propriedades bactericidas e fungicidas. Vários tipos de fios foram testados, até que o resultado ideal fosse alcançado”, explica Mauro Deutsch, presidente da companhia.

O produto final é feito de 100% poliéster, algo que desmistifica a premissa de que para ser eficiente o tecido precisa ter em sua composição algodão e mais outro tipo de fibra. “A malharia de urdume não desfia e não desgasta, além de ser confortável no vestir e para a passagem de ar. Além disso, a proteção está na filtragem, nas propriedades antibactericidas, na inativação do vírus, algo que conseguimos com os íons de prata e ainda na repelência a líquidos”, enumera Mauro. O grande ponto alto do tecido é a sua alta eficiência de filtragem, comprovada cientificamente, que chega a 93%, além de sua barreira física e mecânica. “É um índice próximo ao obtido por uma máscara cirúrgica. É algo inovador e disruptivo”, ressalta. Outra característica inovadora é a repelência à água.

A durabilidade dos tecidos antivirais é outro aspecto que tem gerado vários questionamentos. De acordo com Deutsch, máscaras feitas com o DelfimProtect podem ser lavadas até 30 vezes sem perder a eficácia da ação das micropartículas de prata. “Há estudos em andamento que estão checando estender esse número até 45 vezes”, aponta o presidente da Delfim. Mauro aponta que o processo de lavagem tem que ser o mais simples possível, desvendando algumas informações que circulam por aí de forma equivocada. “As máscaras podem ser lavadas na máquina de lavar, sem nenhum problema. Apenas é importante colocá-las em sacos de proteção para roupas delicadas e não usar alvejante”. E ele fornece mais uma dica valiosa. “Para manter a efetividade da repelência é preciso passar a máscara ou qualquer produto feito com o DelfimProtect com ferro após a lavagem”.

Cada vez mais é possível ver a utilização desses tecidos ganhando uma amplitude maior. Hoje já está presente em toalhas de mesa de restaurantes, aventais para os garçons, jalecos para médicos, uniformes escolares, entre tantas outras aplicações.

Com a disseminação dos tecidos antivirais no mercado, muita gente tem comprado gato por lebre por conta da pirataria. Para garantir a compra de produtos que, de fato, assegurem a proteção, o presidente da Delfim fornece alguns conselhos. “Se a busca for pelo tecido, no site www.delfimprotect.com.br nós indicamos os nossos distribuidores. Procure nossa marca no produto. Se a intenção é comprar os produtos prontos, escolha fornecedores de confiança que realmente esteja comercializando uma máscara que proteja contra o coronavírus, siga os padrões da ABNT e não venda itens piratas”.

Apesar de todos esses atributos, Mauro faz questão de enfatizar a importância de manter a higiene pessoal. “O uso de máscara aumenta significativamente o grau de proteção contra o vírus. Mas isso não significa que a pessoa estará totalmente protegida. O hábito de higiene pessoal tem que feito a todo momento. E, para mim, ele veio para ficar”.




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