Wilson Góes… o goleiro da raça – Arena Rubro-Negra

Os gramados da Fonte Nova da década de 60 viram surgir um novo goleiro. Aliás, viram de longe, pois onde ele pisa e se jogava para defender as bolas furiosas de seus adversários, com certeza não nascia grama. Wilson Góes, foi o último goleiro do Leão nos anos 50 e o primeiro da década seguinte, e é até hoje um dos arqueiros que mais tempo passou no Decano.

Wilson Mendes Góes nasceu em Salvador-BA, no dia 24/11/1936. Aos 11 anos deu de cara com as tarefas árduas da vida, quando seu pai, que era tenente do Exército, faleceu. Assim teve que trabalhar cedo para ajudar a sustentar uma casa com quatro irmãos menores. Seus primeiros passos no futebol aconteceram em times amadores como o América, do bairro do Bonfim, e no Várzea, de Itapagipe. Logo passou para a equipe do Galícia e em 1959 foi levado para o Vitória pelo diretor do clube, Armando Melo, que lhe ofereceu um salário de 6500 cruzeiros (Cr$). Wilson chegou com a difícil de tarefa de substituir Albertino, goleiro campeão com o Vitória duas vezes na década de 50.

Wilson pula para fazer defesa contra o Flamengo, no Maracanã. (Foto: Acervo Caio Góes)

Dividia cotidianamente seu posto de goleiro titular do Leão da Barra com o seu serviço nos Correios e Telégrafos. Em cerca de um ano seu salário subiu para 15 mil cruzeiros. Também o dera, em campo, não tinha medo do enfrentamento contra os chutes ferozes, por isso jogava-se para não ser vazado. Goleiro à moda antiga, ele não usava protetores e isso lhe valeu diversas cicatrizes espalhadas pelo corpo, além de uma hemartose. “Quando estou em campo envergando a camisa do meu clube, faço tudo, o possível e o impossível, para ganhar”, disse certa feita. Foi naquele ano de 1960, que fez parte junto com o também goleiro Zé Carlos da equipe rubro-negra que excursionou para a Europa, fazendo importantes jogos contra clubes e seleções do Velho Continente.

Wilson Góes faz defesa em jogo que o Vitória venceu o Fenerbahçe por 2 a 1. (Foto: Acervo Caio Góes)

Deixou o Vitória em 1962, quando foi defender a meta do Ypiranga. Wilson ainda voltaria ao Vitória em 1965, dividindo a meta naquele ano com o goleiro Ouri e conquistando o bicampeonato baiano do Vitória. Deixou o futebol após passagens pelo SMTC e Galícia. Durante anos foi professor universitário e conselheiro rubro-negro. Ele faleceu aos 79 anos em agosto de 2015




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